Wagner recebeu imóvel em troca de atuação no Senado, diz PF

Senador teria dado apoio a emendas que favoreceram o Banco Master

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A atuação do senador Jaques Wagner (PT-BA) em pautas de interesse do Banco Master no Senado Federal passou a ser alvo de investigação da Polícia Federal (PF). Segundo os investigadores, o líder do governo teria mantido interlocução com pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e, em contrapartida, recebido vantagens econômicas indevidas.

A suspeita consta na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF encontrou indícios de que Wagner teria atuado em temas de interesse do grupo econômico enquanto mantinha contato com representantes do banco.

Entre os pontos investigados está a possível atuação do senador em favor de uma emenda apresentada por Ciro Nogueira (PP-PI), que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A PF destaca que, no mesmo dia em que a proposta foi apresentada, Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, telefonou para Wagner e depois enviou a ele o texto da emenda.

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Os investigadores também citam uma mensagem enviada por Lima em março de 2025, na qual ele explica ao senador detalhes da venda do banco Master ao BRB. No conteúdo, o empresário afirma:

– Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!! – relata o documento.

Para a Polícia Federal, a mensagem sugere que Wagner não era apenas um destinatário de informações, mas um interlocutor relevante em assuntos considerados sensíveis para o grupo investigado.

A investigação também apura se o parlamentar recebeu benefícios ligados à negociação de um apartamento no empreendimento Poéme Horto, em Salvador. Segundo a decisão judicial, Wagner encaminhou dados do imóvel, avaliado em R$ 2,45 milhões, a Augusto Ferreira Lima.

A PF sustenta que há elementos indicando possível recebimento de vantagens econômicas pelo senador, de forma direta ou indireta, por meio de familiares, pessoas de confiança e empresas ligadas ao grupo investigado. As apurações apontam ainda que as tratativas envolvendo o imóvel teriam continuado mesmo após a primeira fase da operação.

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PORTAL PARANATINGA – Matérisa por Pleno News – Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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