A Polícia Militar foi acionada após receber uma denúncia anônima. Segundo o relato, a criança procurou a residência do denunciante e contou que o pai havia matado a mãe.
Ao chegar ao imóvel, os policiais encontraram Eliane caída no chão da cozinha, ensanguentada e com marcas de golpes de faca. Sobre a pia, a equipe localizou uma faca com a lâmina suja de sangue.
A Polícia Civil foi acionada e assumiu a investigação do caso.
Conforme as informações da ocorrência, Eliane não possuía medida protetiva contra o suspeito. Além do filgo, ela também cuidava do pai, de mais de 70 anos.
Desde o crime, a Polícia Civil realiza diligências para localizar Elessandro, que permanece foragido.
Rede de proteção
A delegada e secretária do Gabinete da Mulher, Mariell Antonini, afirma que procurar ajuda desde o início permite que os órgãos públicos conheçam a situação de violência e adotem mecanismos de proteção.
“A mulher não está sozinha. É muito importante buscar ajuda do Estado nos primeiros sinais de violência. Temos instrumentos para proteger essa vítima e ajudá-la a romper o ciclo. O isolamento não é a melhor saída. Procure a Polícia Civil, peça uma medida protetiva e permita que a rede de proteção possa atuar”, afirma.
Mato Grosso possui 11 unidades especializadas no atendimento às mulheres, sendo nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e duas unidades com atendimento 24 horas, em Cuiabá e Várzea Grande. Outras 29 delegacias contam com núcleos especializados de atendimento.
A Patrulha Maria da Penha está presente em 87 municípios e possui cobertura para atender os 142 municípios do Estado. Mulheres com medidas protetivas também podem contar, conforme cada caso, com mecanismos como o Botão do Pânico e o monitoramento eletrônico do agressor por tornozeleira.
O Estado oferece auxílio-moradia de R$ 600 mensais para mulheres em situação de violência doméstica que estejam em vulnerabilidade.
“Muitas mulheres permanecem em relações violentas porque dependem financeiramente do agressor. Esse auxílio é um suporte para que ela tenha condições de se afastar, buscar um lugar seguro e começar a reconstruir a própria vida”, explica Mariell Antonini.
PORTAL PARANATINGA – CRÉDITOS – Midia News – PIETRA NÓBREGA – Foto – Reprodução























