Dalton Ferracioli de Assis já era investigado há pelo menos seis anos quando assumiu gerência na Ceagesp em 2023
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aceitou neste mês uma denúncia do Ministério Público que transformou em réu o engenheiro Dalton Ferracioli de Assis, acusado de participar de um suposto desvio de até R$ 14,5 milhões em um projeto de BRT que jamais foi executado. Junto com ele, o ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT) e outros investigados também passaram à condição de réus.
Cargo de chefia na Ceagesp com salário de R$ 27 mil
O que chama a atenção no caso é que Assis ocupa, desde março de 2023, a gerência de Manutenção da Ceagesp, estatal vinculada ao governo Lula. A remuneração-base do posto é de R$ 27 mil mensais. Quando foi nomeado para a função, o engenheiro já figurava como alvo de investigação havia no mínimo seis anos.
Investigação envolve esquema milionário em projeto fantasma
O processo apura um esquema milionário relacionado a uma obra de BRT que nunca saiu do papel, com prejuízo estimado em até R$ 14,5 milhões aos cofres públicos. A revelação foi feita pelo colunista Ramiro Brites, do Metrópoles, que detalhou a trajetória do engenheiro investigado dentro da administração federal.
Ceagesp alega presunção de inocência e descarta afastamento
Procurada, a Ceagesp afirmou que não adotará qualquer medida contra o gerente enquanto não houver condenação definitiva. A estatal justificou sua posição com base no princípio constitucional da presunção de inocência.



























