Delação de Daniel Vorcaro: PGR impõe pagamento recorde de R$ 60 bilhões como condição

Procuradoria-Geral da República exige pagamento imediato de até R$ 60 bilhões para aceitar delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master

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Valor exigido pela Procuradoria-Geral da República supera todos os acordos de colaboração premiada já firmados no Brasil

O ex-dono do Banco MasterDaniel Vorcaro, enfrenta uma barreira sem precedentes para fechar um acordo de delação premiada. A Procuradoria-Geral da República (PGR) estabeleceu como pré-requisito o pagamento imediato de até R$ 60 bilhões — cifra que ultrapassa qualquer colaboração anterior na história do país.

Caso J&F como pano de fundo da exigência bilionária

A dureza da PGR tem uma motivação clara. Em 2017, os irmãos Joesley Batista e Wesley Batista firmaram acordo para devolver R$ 10,3 bilhões ao erário. Hoje, porém, ambos recorrem à Justiça para reduzir esse montante a R$ 1 bilhão, mesmo tendo garantido imunidade judicial. Até o momento, foram quitados aproximadamente R$ 3,5 bilhões. A Procuradoria quer evitar que situação semelhante se repita.

Polícia Federal rejeita proposta, PGR ainda não se definiu

A Polícia Federal (PF) já recusou a proposta de colaboração apresentada pela defesa de Vorcaro. Apesar disso, a PGR não emitiu posicionamento definitivo sobre o acordo. As negociações permanecem em aberto, sem desfecho à vista.

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Retorno à cela especial e situação prisional

Na sexta-feira, 22, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o retorno de Vorcaro a uma cela especial. Ele havia sido transferido logo após a PF rejeitar a proposta de colaboração. Vorcaro está preso desde maio, suspeito de participar de crimes financeiros e .

Sua equipe jurídica busca caminhos para encurtar o período de detenção e atenuar possíveis condenações. Os tribunais superiores costumam considerar desproporcional a manutenção de  sem justificativa concreta ou sem avanços no processo. Essa orientação leva advogados a pedirem substituição por medidas alternativas, como  ou tornozeleira eletrônica.

Trocas sucessivas na defesa de Vorcaro

Desde que foi preso, Vorcaro já substituiu seu  duas vezes. José Luis Oliveira Lima deixou a defesa nesta sexta-feira. A saída ocorreu após o fracasso nas negociações da delação e em razão de desentendimentos com o ministro André Mendonça. Antes dele, Pierpaolo Bottini também abandonou o caso, alegando  por representar outros clientes que poderiam ser mencionados na colaboração.

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PORTAL PARANATINGA – Matéria por Folha Destra – Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

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