Bolsonaro recorre ao STF para anular condenação de 27 anos por suposta trama golpista

Advogados de Bolsonaro protocolaram revisão criminal no STF para anular condenação de 27 anos por suposta trama golpista alegando erro judiciário

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efesa alega erro judiciário e questiona validade da delação de Mauro Cid no processo que resultou em pena de prisão ao ex-presidente

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolaram nesta sexta-feira, 8, um recurso de  no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão aplicada no processo da suposta trama golpista. O argumento central é de que houve “erro ” ao longo do julgamento.

Os cinco crimes que levaram à condenação

A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro em setembro do ano passado. A sentença envolveu cinco tipificações penais: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, liderança de  armada e deterioração de patrimônio tombado.

Três contestações da defesa

A peça apresentada pelos advogados questiona três aspectos do processo. Primeiro, sustenta que o caso deveria ter sido julgado pelo plenário do Supremo, e não pela Primeira Turma, uma vez que se trata de ex-presidente acusado de fatos ligados ao exercício do cargo.

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Em segundo lugar, a defesa afirma que a colaboração premiada do ex-ajudante de ordens  “não foi voluntária” e, portanto, deveria ser invalidada. O terceiro ponto diz respeito ao acesso às provas: os advogados alegam que uma grande quantidade de documentos foi disponibilizada perto do início das audiências, prejudicando a preparação da defesa.

Questionamento sobre o trânsito em julgado

Outro aspecto levantado no recurso envolve o tratamento dado aos recursos após a condenação. Segundo a defesa, o trânsito em julgado — momento em que a decisão não admite mais recursos — foi declarado antes que todos os recursos apresentados pelos advogados fossem integralmente analisados.

Defesa nega participação direta nos atos de 8 de janeiro

No mérito, os advogados sustentam que não existem provas de que Bolsonaro tenha ordenado ou participado diretamente dos atos de 8 de janeiro de 2023. A peça destaca: “É incontroverso nos autos que não há nenhuma ordem ou orientação do ex-presidente em relação ao 8 de janeiro”.

A defesa também argumenta que o STF agrupou episódios distintos em uma mesma narrativa para fundamentar a condenação do ex-presidente.

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Segunda Turma vai analisar o caso

O julgamento da revisão criminal ficará a cargo da Segunda Turma do STF, composta pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

Lei da Dosimetria não foi mencionada

Chama atenção o fato de que a revisão criminal protocolada pela defesa de Bolsonaro não faz referência à Lei da Dosimetria, promulgada nesta mesma sexta-feira, 8, após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio  da Silva. A nova legislação abre a possibilidade de redução das penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro.

PORTAL PARANATINGA – Matéria créditos – Folha Destra – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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