Advogado divulga vídeo e contesta tese de surto: “Foi escolha”

Gleici Keli Geraldo foi assassinada pelo marido, Daniel Frasson, em Lucas do Rio Verde, em junho de 2025

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família da empresária Gleici Keli Geraldo, divulgou neste domingo (6) trechos de imagens de câmeras de segurança da residência onde ela foi morta a facadas pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, em Lucas do Rio Verde (330 km de Cuiabá).

Na publicação, feita no Instagram, Pouso contesta a tese de que Daniel teria cometido o crime durante um suposto surto e afirma que as gravações registraram conflitos anteriores, ameaças e comportamentos que, na avaliação dele, indicariam planejamento do assassinato.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu.

Gleici tinha 42 anos e foi morta com 21 golpes de faca enquanto dormia, em 24 de junho de 2025. Na mesma ocasião, a filha do casal, então com 7 anos, também foi atacada e atingida por oito facadas. A menina sobreviveu após ser socorrida.

Reprodução

Gleici Keli Geraldo

Daniel Frasson matou a esposa, Gleici Keli Geraldo, a facadas

Segundo Pouso, as câmeras registraram, nos dias que antecederam o crime, uma série de discussões entre o casal, principalmente relacionadas a questões financeiras.

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Entre os assuntos citados pelo advogado estão uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos destacados na publicação, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outro momento, conforme Pouso, ela teria afirmado: “Já chega de trauma”.

O advogado também afirmou que, dois dias antes do assassinato, Daniel teria ameaçado matar Gleici e a filha. Segundo ele, uma irmã do acusado chegou a enviar uma mensagem alertando a cabeleireira e orientando-a a esconder as facas da residência.

Pouso sustenta que Daniel tomou conhecimento do alerta e teria demonstrado irritação pelo fato de Gleici ter sido avisada.

Ainda segundo o advogado, uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia 24 de junho e Daniel teria concordado em comparecer. No entanto, conforme a publicação, às 6h55 daquele mesmo dia, horas antes da consulta, ele teria pegado uma faca.

Pouso também destacou uma conversa em que Daniel teria dito à mulher que havia “perdido um milhão”. Segundo o advogado, o engenheiro mantinha ainda anotações sobre valores que considerava devidos por Gleici.

O representante da família sustentou ainda que Daniel demonstrava incômodo com o crescimento profissional da cabeleireira e com uma marca que ela estaria prestes a lançar.

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Laudo psiquiátrico é contestado

A publicação também aborda a disputa judicial em torno da condição mental de Daniel, que está internado no Centro Psicossocial de Cuiabá.

Segundo Pouso, após o crime, familiares do acusado conseguiram sua interdição. Conforme o advogado, a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, Daniel teria reivindicado, no processo de inventário, metade dos bens e dos aluguéis deixados por Gleici.

A defesa sustenta que o acusado não tinha consciência de seus atos no momento do crime. A conclusão pericial, no entanto, foi contestada pelo Ministério Público e pela família da vítima.

Ainda conforme Pouso, a homologação do laudo foi anulada e uma junta formada por três peritos realizou uma nova avaliação. Caberá à Justiça definir a condição mental do acusado e os efeitos dessa conclusão sobre o processo.

A família de Gleici atua como assistente de acusação e é representada pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda.

PORTAL PARANATINGA – Créditos da matéria Midia News – Foto – Montagem/MidiaNews

Veja o vídeo:

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